O Papa Francisco emocionou nesta quarta-feira (6) o público da audiência
geral na Praça de São Pedro ao consolar uma pessoa visivelmente
enferma.
A foto provocou repercussão nas redes sociais. Antes, ele recebeu, na
Casa Santa Marta, uma menina de um ano e meio também bastante doente, e
pediu que os fiéis orassem por ela.
Na hora em que percorre a multidão de papamóvel, o Papa tem mostrado preferência por saudar crianças e doentes.
Mais de 80 mil pessoas lotaram a Praça S. Pedro na manhã desta quarta-feira para a Audiência Geral com o Papa Francisco.
Às 9h45, o Papa já estava na Praça para receber e retribuir o carinho
dos fiéis. Por cerca de meia-hora, a bordo do seu jipe, Francisco
abençoou a multidão, beijou as crianças e conversou com os inúmeros
grupos.
Prosseguindo sua reflexão da semana passada, quando falou da “comunhão
dos santos” que professamos no Credo, hoje aprofundou outro aspecto
desta realidade, isto é, a comunhão nas coisas santas, ou seja, a
comunhão dos bens espirituais nos sacramentos, nos carismas e na
caridade.
A comunhão entre os cristãos cresce mediante a participação aos bens espirituais, explicou o Pontífice.
Na comunhão dos Sacramentos, há uma comunhão profunda e efetiva entre
nós, porque neles encontramos Cristo e através Dele, os nossos irmãos.
Na confissão, por exemplo, “não devemos ter medo do padre, porque é
Jesus que encontramos no Sacramento”, disse o Papa. Assim, cada encontro
com Cristo é um convite a ir ao encontro dos outros, levando esta
salvação que se pode ver, tocar e receber; e que é crível porque é amor.
Deste modo, os Sacramentos nos levam a ser missionários, a levar o
Evangelho a cada ambiente, inclusive àqueles mais hostis.
Depois, há os carismas: são predisposições, inspirações e impulsos
interiores que surgem na consciência e na experiência das pessoas para
ser postos ao serviço da comunidade. “Deve-se duvidar dos carismas que
servem para afirmar a si mesmos”, advertiu o Santo Padre, pois não são
dados em benefício de quem os recebe, mas para o bem de todo o Povo de
Deus. “Todos somos chamados a respeitar os carismas em nós e nos outros,
como nos recomendou São Paulo: ‘Não apagueis o Espírito’.”
Finalmente, a comunhão na caridade: não uma “caridadezinha” para
descargo de consciência, mas uma comunhão que nos leva a entrar de tal
maneira nas alegrias e nas dores alheias que assumimos sinceramente como
nossas.
Sem o amor, de fato, inclusive os dons mais extraordinários são vãos,
enquanto o menor dos nossos gestos de amor tem bons efeitos para todos!
“Com frequência somos muito áridos, indiferentes, distantes e ao invés
de transmitir fraternidade, transmitidos mal humor, frieza e egoísmo.
Abramo-nos à comunhão com Jesus nos sacramentos, nos carismas e na
caridade, para vivermos de maneira digna da nossa vocação cristã.”
No final da catequese, o Papa emocionou a Praça ao pedir um ato de
caridade (tranquilizando os fiéis de que não se tratava de uma coleta) e
rezar por uma menina de um ano e meio, muito doente, que Francisco
conheceu momentos antes da Audiência.
Saudando os grupos presentes na Praça, o Pontífice se dirigiu aos fiéis
de língua portuguesa cumprimentando em modo especial os peregrinos de
Bauru (SP) e de São Bernardo do Campo (SP).